TRANSTORNO DO PÂNICO: TRATAMENTO HOMEOPÁTICO

 

O Transtorno do Pânico apresenta como características básicas, os ataques de ansiedade e nervosismo. Os ataques de pânico manifestam-se, via de regra através de períodos discretos de ataques repentinos, de intensa apreensão e medo, frequentemente associados com sensação de morte iminente.

Existem controvérsias a respeito da agorafobia (medo de lugares com grande concentração de pessoas).Pois alguns pesquisadores acham que é uma complicação do Transtorno do Pânico, enquanto outros acreditam que se trata de uma entidade nosológica diversa.

Os ataques, não o transtorno, de pânico podem ocorrer em várias condições: depressão, intoxicação por drogas psicotrópicas. Porém a ocorrência de somente um ataque não é condição suficiente para o diagnóstico de Transtorno do Pânico.

Fato muito comum que ocorre nas clínicas e hospitais brasileiros é o diagnóstico errôneo, como por exemplo, infarto do miocárdio, ou pensa-se que se trata de simulação ou histeria, o popularmente conhecido ”piti”.

A frequência das crises é extremamente variável, desde várias num dia até poucas por ano.

Trata-se de patologia que ocasiona grande sofrimento ao paciente e familiares, pois é

incapacitante da vida social e profissional. O tratamento alopático é feito a base de ansiolíticos e antidepressivos, com toda uma série de efeitos colaterais bem conhecidos, além de criar uma estreita dependência dessas drogas, gerando uma dificuldade muito grande em largá-las.

 

Existe uma gama de possíveis fatores causadores do Transtorno do Pânico. Podemos citar:

 

Fatores biológicos:

Suspeita-se de uma resposta exagerada do sistema nervoso simpático, assim como um desequilíbrio de alguns neurotransmissores como noradrenalina, serotonina e ácido gama aminobutírico

(GABA).

Utilizando imagens cerebrais obtidas por ressonância nuclear magnética e tomografia por emissão de positrons, postula-se a existência de alterações no hipocampo, fluxo sanguíneo cerebral e atrofia cortical do lobo temporal direito.

Contrariamente ao que se pensava, estudos tem demonstrado que não existe relação entre prolapso da válvula mitral e Transtorno do Pânico.

 

Fatores genéticos:

Parece que parentes de 1º grau de pacientes portadores do Transtorno do Pânico, têm risco aumentado de desenvolver a doença.

 

Fatores Psicanalíticos:

Postula-se que a perda de um dos pais na infância ou separação de um deles gere a

ansiedade de estar sozinho em lugares públicos, simbolizando a medo infantil de ser abandonado.

 

DIAGNÓSTICO

 

Características da personalidade:

São pessoas com tendência ao perfeccionismo tendo uma autocrítica muito grande e não se permitindo falhar em nenhum aspecto. Há uma cobrança extrema quanto a execução de atividades corretamente e de certa forma esperando a mesma atitude alheia. Apresentam-se como pessoas que trabalham muito, com dificuldades para relaxar e geralmente são centralizadores. Profissionalmente possuem uma ótima capacidade intelectual, mas denotam dificuldade nos relacionamentos afetivos.

Para se confirmar o diagnóstico é condição necessária um período distinto de intenso temor ou desconforto, no qual quatro (ou mais) dos seguintes sintomas dos seguintes sintomas desenvolveram se abruptamente e alcançaram um pico em 10 minutos:

 

  • Palpitações ou ritmo cardíaco acelerado

  • Sudorese

  • Tremores ou abalos

  • Sensações de falta de ar ou sufocamento

  • Sensações de asfixia

  • Dor ou desconforto torácico

  • Náusea ou desconforto abdominal

  • Sensação de tontura, instabilidade, vertigem ou desmaio

  • Desrealização (sensações de irrealidade) ou despersonalização (estar distanciado

  • de si mesmo)

  • Medo de perder o controle ou enlouquecer

  • Medo de morrer

  • Parestesias (anestesia ou sensações de formigamento)

  • Calafrios ou ondas de calor

 

 

 

Tabela extraída do DSM-IV

O Diagnóstico de Saúde Mental IV preconiza que os primeiros ataques de pânico devem ser inesperados (não evocados), para que os critérios diagnósticos sejam satisfeitos. Os sintomas mentais principais são extremo medo, um senso de morte e catástrofe iminente. O ataque tem duração aproximada de meia hora.

 

Sintomas associados:

 

Depressão e transtorno obsessivo-compulsivo podem coexistir com o Transtorno do Pânico e o médico deve estar alerta para risco de suicídio. É importante destacar algumas condições orgânicas que podem gerar confusão diagnóstica e que devem ser descartadas antes do diagnóstico de Transtorno do Pânico. Para isso apresentamos a tabela extraída do Diagnóstico de Saúde Mental IV.

 

Diagnóstico Diferencial Orgânico do Transtorno de Pânico:

 

 

 

  • Doenças cardiovasculares

 

 

  • Insuficiência cardíaca congestiva

  • Estado hiperativo - adrenérgico

 

  • Prolapso da válvula mitral

  • Infarto do miocárdio

  • Taquicardia atrial paradoxal

  • Doenças pulmonares

  •  

 

  • Embolia pulmonar

  • Doenças Neurológicas

  • Doença cérebro-vascular

 

  • Doença de Huntington

 

  • Doença de Méniere

 

  • Esclerose múltipla

  • Ataque isquêmico transitório

 

  • Doença de Wilson

  • Doenças endócrinas

  • Doença de Addison

  • Sindrome carcinóide

  • Síndrome de Cushing

 

  • Transtomos da menopausa

 

  • Síndrome pré-menstrual

  • Intoxícações com drogas

 

  • Abstinência de drogas

 

  • Opiáceos e opióides

 

Outras condições

 

  • Deficiência de vitamina B12

  • Perturbações eletrolíticas

  • Intoxicação por metal pesado

  • Infecções sistêmicas

  • Lupus eritematoso sistêmico

  • Arterite temporal

 

 

 

Torna-se também necessário evidenciar as diferenças entre as condições abaixo descritas, pois são freqüentemente confundidas.

 

Fobia

Medo exagerado e desproporcional ao estímulo, não conseguindo avaliar a realidade da situação. Surgem pensamentos catastróficos e a pessoa sabe que o medo é exagerado, mas não consegue evitar a ansiedade, sendo que quando elimina o estímulo aterrorizante desaparecem os sintomas.

 

Transtorno do pânico

Não existe estímulo externo, sendo que surgem ataques de pânico independente do lugar e da hora. É um distúrbio de ansiedade, no qual fundamenta-se em base orgânica e psicológica.

 

Freud descreveu a Síndrome do Pânico como Neurose de Ansiedade em 1894, que apresenta traços de muita tensão e atividade mental associado aos sintomas somáticos como tremores, taquicardia, hiperventilação e vertigens. Angústia é uma forma de esperar o perigo ou preparar-se para ele, ainda que possa ser desconhecido.

 

Agorafobia

Medo de estar em lugares ou situações nas quais seja difícil sair, ou não haja ajuda

disponível na hipótese da ocorrência de um ataque de pânico. Dentre as situações mais frequentes de agorafobia, pode-se mencionar aquelas em que o indivíduo está sozinho e fora de casa, numa multidão,

em uma fila, em uma ponte, numa viagem de ônibus, trem ou automóvel, etc.

 

PROGNÓSTICO

Com tratamento alopático e psicoterapia, estima-se que 30 a 40% dos pacientes se tornam livres dos sintomas a longo prazo, ao passo que 50% continuam tendo sintomas, porém de leve intensidade a ponto de não interferir em sua vida significativamente e 10 a 20% continuam tendo sintomas significativos. (Kaplan, 1997).

Com tratamento homeopático ainda não existem dados como os acima, porém na experiência dos médicos homeopatas a resposta é muito boa, apresentando um alto índice de resolução.

As consequências do Transtorno do pânico afetam drasticamente a sociedade, pois existe uma despesa enorme com consultas, exames, internações. No âmbito familiar e social ocorre um rearranjo das relações, pois as restrições que o paciente apresenta são intransponíveis sem auxílio médico, incluindo psicoterapia.

 

 

TRATAMENTO CLÍNICO

 

Devido aos comprometimentos que o Transtorno do Pânico trás aos seus portadores, é muito importante que seja instituída uma conduta terapêutica adequada. O tratamento deverá ser realizado através de medicamentos e de psicoterapia. Os medicamentos homeopáticos aqui descritos são os freqüentemente encontrados na bibliografia consultada. Porém é princípio básico da homeopatia a individualidade sintomática e o medicamento prescrito pelo médico sempre deve levar isso em consideração, portanto outros medicamentos que não se encontram nessa relação podem ser perfeitamente prescritos para o Transtorno do Pânico.

 

Aconitum napelus:

Medo de morrer, quase compartilhando este nível de ansiedade com Arsenicum album, e equivalendo a situação de Phosphorus no medo das enfermidades, sintomas cardíacos( palpitações, dor), pressentimentos de morte, pensa que está para morrer e alega pressentir a hora de sua morte, com expressão ansiosa e assustada, e a vida se torna miserável pelo medo, tudo isso se acompanha de uma terrível ansiedade e inquietude, agravação a meia noite.

 

Arsenicum album:

Medo de morrer, que se acentua estando sozinho, a noite na cama e ao levantar, muda constantemente de lugar e posição, apesar de sua prostração, grande desejo de companhia, agravação da 1 as 3 da madrugada.

 

Argentum niticum:

Medo de morrer, prediz a hora de sua morte, quando caminha pensa que vai ter um ataque e isso o faz caminhar muito mais rápido, com desejo de companhia, sensação que o tempo passa muito lentamente e grande ansiedade antecipando em seu pensamento todos os acontecimentos que estão por vir.

 

Phosphorus:

Medo de morrer, aparece e se agrava ao anoitecer e de noite, acompanhado de outros

temores( enfermidades, escuridão), grande apatia e indiferença por tudo, sensação de vazio em diversos lugares do corpo, sede ardente de grandes quantidades de água por vez.

 

Gelsemium:

Medo de morrer, que o coração pare, se não se mover constantemente, com sonolência marcada, desejo de estar só, intensa prostração com tremores e uma total ausência de sede.

Extraído da Revista Eletronica de Psicologia

 

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